
Existem pessoas de trato extremamente difícil.
Se você tem uma pessoa assim em casa, que fala demais, reclama, vê defeitos em todos e em tudo, saiba como lidar com ela.
Antes, é preciso conhecer o que ocorre em tais casos. Basicamente, elas não se sentem felizes com a própria vida. Julgam-se vítimas do destino e cultivam constantemente a amargura e a revolta. Como consequência, é fundamental para elas falar sobre seus problemas. Qualquer pessoa que aparecer, seja familiar ou não, será eleito como ouvinte. Todo dia, toda hora, tem que existir um ouvinte. Isso é desgastante para quem se vê na contingência de se submeter às lamúrias.
Podemos dizer que os ouvintes tornam-se verdadeiras vítimas! Sentem-se enfraquecidas, o mal estar é grande.
Os lamurientos, com razão, são chamados de "vampiros". Não se importam em saber se aqueles que os escutam desejam ouvi-los... querem falar, despejar nos demais seus acúmulos de insatisfações. Não existe fim para os lamentos, não colocam limite nas reclamações. Interessante notar que para tais pessoas, nada é positivo, cultivam o pessimismo como se a vida fosse um mar de negatividades, não se divertem com nada.
Aqui vai uma sugestão positiva publicada no UOL, numa colaboração de Fernanda Junqueira:
Uma das estratégias para interromper o falar sem parar é, por exemplo, fazer algo fora do padrão daquele momento, como olhar o relógio, pegar o celular, tossir, se levantar (se estiver sentada), algo que quebre o ritmo, recomenda o consultor Eduardo Shinyashiki, diretor da Sociedade Cre Ser Treinamentos e autor de "Viva Como Você Quer Viver" (Editora Gente).
Nem todos que se dizem infortunados realmente o são. Na verdade, deixaram-se envolver por situações enganosas, ou então acomodaram-se para não ter que lutar por algo melhor. É difícil para eles reconhecer que tudo poderia ter sido diferente se houvesse ocorrido empenho em fazer a vida deslanchar. Mais cômodo não buscar soluções, pois buscar soluções dá trabalho, envolve o cultivo da coragem.
Então, se alguém está lhe sufocando com reclamações diárias, conquiste seu espaço, por mais difícil que seja. Não se submeta simplesmente para ser educado. Não perca o brilho do olhar, nem o sorriso que insiste em não acontecer, pela tristeza de ter que aturar alguém que o exaure. Saia, caminhe, cuide de alcançar o bem estar que seu coração pede.
Cabe a você fazer o que gosta, da maneira que mais lhe apraz.
Sem agredir, imponha, no entanto, os limites necessários.
Lúcio de Sá