Separação “consciente” é quando os cônjuges, por motivos conhecidos a fundo somente por eles, separam-se, e as atitudes subsequentes dos casais desfeitos revestem-se de “maturidade e de responsabilidade”.
O que temos observado, no entanto, é que escasseia quem assim age. Fica para trás aquela que deveria ser a prioridade: a existência dos filhos.
Certo é que temos pais que tanto deixam a desejar, que abandonam os filhos, que não suprem suas necessidades emocionais e materiais, mas certo é também que proliferam mães sem noção de sensatez. A mãe é figura primordial na existência de um filho. Ela pode encaminhá-lo, mas pode também desvirtuá-lo.
O pior fato que pode ocorrer na vida de uma criança, é ter uma mãe ardilosa, arrogante, maldosa. Uma mãe assim, induz o filho a estar sempre contra o pai, mesmo que ele seja trabalhador, honesto, responsável, mesmo que seja presente e atuante na vida dos filhos.
Ela, por não aceitar suas próprias falhas, baseadas em omissões nascidas na falta de amor, usa o filho para atingir o pai. O filho, que passa a enxergar a mãe como uma protetora em potencial, não percebe que está sendo “usado”, e com o passar do tempo, adquire um modo deformado de analisar os fatos. Tende a enxergar o pai como alguém faltoso e descumpridor dos deveres.
Muitas vezes, a guerra empreendida pela mãe contra o pai é tanta, que a criança acaba ficando vulnerável a determinadas doenças. Casos tristes temos visto. Um exemplo verdadeiro: Mariana (nome fictício) tanto viveu sob tensão emocional quando o pai ia buscá-la para passar os fins de semana com ele, que acabou sendo vítima de diabetes emocional. A insulina tem que ser diária. Sua idade: dez anos! Era um verdadeiro terror, se o pai atrasava cinco minutos para levar Mariana de volta. Ameaças... gritos. Mariana vendo tudo, e o pior, sofrendo impactos emocionais.
Episódios se repetem de crianças vítimas da fúria avassaladora das mães, obstinadas em destruir aqueles que foram seus maridos. Óbvio que o futuro das crianças tende a ser de decisões funestas, ou seja, adolescentes revoltados e vulneráveis ao uso do álcool, maconha, cocaína e outros tantos vícios. É a fuga, buscando, infelizmente, caminhos de desgraças e infelicidades.
Ínfima é a porcentagem de mães que atua com equilíbrio diante de uma separação.
Sejam abençoadas as mães que agem pensando no bem-estar de seus filhos, e não em sua sede de ver a infelicidade do ex-marido. Sejam abençoados os pais que prosseguem sua vida na doação de amor e de orientação aos filhos.
Kaimah Hawa


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