
Amar nossos familiares, nossos amigos, nossa casa, nossos objetos, torna-se saudável, quando não fazemos de tal amor uma escravidão. Amar sem apego, é capacidade das mais difíceis, porém necessária.
Quantos jovens, incapazes de seguir seu rumo em direção às suas metas, devido ao apego aos pais, aos parceiros, preferem marcar passo na rua da vida... fincam pé no local em que nasceram e recusam-se a aceitar realidades, que, de repente, chegam sem avisar.
Muitas vezes, surpresas nada agradáveis visitam nossas vidas e exigem decisões que jamais pensaríamos ter que tomar. A coragem, nestas ocasiões, deve prevalecer. O fato de sabermos que a distância não extingue o amor, ao contrário, possui o poder de reavivar elos agradáveis, auxilia-nos a colocar os pés fora do ninho.
As mães, muitas vezes, ao exercerem um controle ferrenho na vida dos filhos, corroboram para que os mesmos não amadureçam emocionalmente. E assim, eles relutam em partir... não são capazes de compreender que a distância, muitas vezes, é a oportunidade para desabrochar e aprofundar conhecimentos.
A vida de tantos, será mais fácil e vitoriosa, quando o cordão umbilical for cortado.
Mães, preparem seus filhos para a vida. Se eles forem, desde pequenos, orientados a cuidar de seus pertences, a ajudar na cozinha, a colaborar na prestação de pequenos favores, o futuro será para eles, caminho a ser desbravado com positividade.
Preparem seus filhos para serem felizes e não cativos do amor que prende.
As avezinhas tratam dos filhotes durante um certo tempo... e depois, elas os estimulam a cruzar os ares, em busca de vida independente.
Façam assim com seus filhos, e terão o prazer de ver a felicidade caminhando bem junto deles.
Maria Nilceia
Imagem: www.usinadeimagem.com.br



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